Os assassinatos da rua Morgue + O mistério de Marie Roget
Edgard Allan Poe
Tradução: Cássio de Arantes
Hoje temos dois contos das páginas 301 à 337 e das páginas 339 à 389 do Livro "Contos de Imaginação e Mistério" - Edgar Allan Poe - Editora Tordesilhas.
Li um após o outro porque "O mistério de Marie Roget" é continuação de "Os assassinatos da rua Morgue".
Infelizmente "O mistério de Marie Roget" não me atraiu tanto. Foram mais de treze páginas para a exposição de um raciocínio longo, depois de ter lido um conto na mesma linha, mais rico, na minha opinião.Gostei mais do primeiro conto, por ser mais enxuto. Mesmo que um conto tenha muitas páginas, se elas dão o ritmo que o leitor precisa para aquela história, tudo bem. Mas se são páginas excessivas, a leitura não flui tão bem para mim. Gosto de descrições, gosto de acompanhar o raciocínio do narrador ou personagem. Mas o segundo conto foi cansativo, no meu ponto de vista.
Nestes dois contos, Poe é nitidamente um escritor exercendo sua faceta policial. O mistério de assassinato é desvendado de uma maneira que o leitor vai acompanhando o raciocínio até chegar à conclusão. Interessantíssimo!
Não é à toa que a jacket/sobrecapa do livro traz elogios de Júlio Verne, falando sobre Poe na fantasia e estranheza e do Arthur Conan Doyle, perguntando o que seria dos contos policiais antes que Poe soprasse vida neles. Se o criador de Sherlock Holmes faz um elogio desses, você imagina a maestria do Poe!
Abaixo transcrevo um fragmento das três primeiras páginas EXCELENTES do conto "Os assassinatos da rua Morgue". O conto começa falando sobre jogo de xaderez, damas, uíste - o que nos leva a uma reflexão e tanto sobre o que é engenhoso e fantasioso ou imaginativo e analítico:
Li um após o outro porque "O mistério de Marie Roget" é continuação de "Os assassinatos da rua Morgue".
Infelizmente "O mistério de Marie Roget" não me atraiu tanto. Foram mais de treze páginas para a exposição de um raciocínio longo, depois de ter lido um conto na mesma linha, mais rico, na minha opinião.Gostei mais do primeiro conto, por ser mais enxuto. Mesmo que um conto tenha muitas páginas, se elas dão o ritmo que o leitor precisa para aquela história, tudo bem. Mas se são páginas excessivas, a leitura não flui tão bem para mim. Gosto de descrições, gosto de acompanhar o raciocínio do narrador ou personagem. Mas o segundo conto foi cansativo, no meu ponto de vista.
Nestes dois contos, Poe é nitidamente um escritor exercendo sua faceta policial. O mistério de assassinato é desvendado de uma maneira que o leitor vai acompanhando o raciocínio até chegar à conclusão. Interessantíssimo!
Não é à toa que a jacket/sobrecapa do livro traz elogios de Júlio Verne, falando sobre Poe na fantasia e estranheza e do Arthur Conan Doyle, perguntando o que seria dos contos policiais antes que Poe soprasse vida neles. Se o criador de Sherlock Holmes faz um elogio desses, você imagina a maestria do Poe!
Abaixo transcrevo um fragmento das três primeiras páginas EXCELENTES do conto "Os assassinatos da rua Morgue". O conto começa falando sobre jogo de xaderez, damas, uíste - o que nos leva a uma reflexão e tanto sobre o que é engenhoso e fantasioso ou imaginativo e analítico:
"... afirmar que as faculdades mais elevadas do intelecto reflexivo são mais decididamente e mais proveitosamente postas à prova pelo despretensioso jogo de damas do que por toda a elaborada frivolidade do xadrez. Neste último, em que as peças têm movimentos diferentes e bizarros, com valores diversos e variáveis, o que é apenas complexo é tomado (um erro nada incomum) por profundo. (...)"
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