O Médico e o Monstro
Robert Louis Stevenson
Tradução: José Paulo Golub
Maria Angela Aguiar
Roberta sartori
Hoje fiz a primeira leitura do box de horror da L&PM. Recebi ontem, à noite.
O livro não me causou arrepios, mas o final foi uma viagem às sensações de uma alma aflita.
Gostei especialmente do clima que o autor nos leva a vivenciar. Me senti nas ruelas da madrugada de Londres, sem nunca ter estado lá de fato.
Abaixo, transcrevo um trecho muito gostoso para pessoas, como eu, que se deliciam com as descrições:
O livro não me causou arrepios, mas o final foi uma viagem às sensações de uma alma aflita.
Gostei especialmente do clima que o autor nos leva a vivenciar. Me senti nas ruelas da madrugada de Londres, sem nunca ter estado lá de fato.
Abaixo, transcrevo um trecho muito gostoso para pessoas, como eu, que se deliciam com as descrições:
"Entre os dois, a uma bem calculada distância do fogo, ficou uma garrafa reservada de um vinho envelhecido, que há tempo residia na penumbra das fundações de sua casa. A neblina ainda dormia sobre a cidade, onde os lampiões brilhavam com cor de granada, e, através do abafamento dessas nuvens baixas, a procissão da vida da cidade ainda prosseguia através das grandes artérias, produzindo o som de um vento forte. Mas a sala estava alegre com a luz do fogo. Na garrafa, os ácidos já há muito tinham se dissolvido; a cor imperial já fora suavizada pelo tempo, tal como fica mais viva a cor dos vitrais, e o rubor das tardes quentes de outono nas vinhas das encostas estava pronto para ser liberado e dispersar as neblinas de Londres."
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