Acabei de ler A Roda do Tempo do autor Henry James.
Foram 47 páginas muitíssimo bem escritas. Eu havia criado muita expectativa sobre o que leria. Descobrir o nome do livro, procurá-lo na Estante Virtual e finalmente iniciá-lo foi uma saga que fazia minha vontade de conhecer a obra ainda maior.
Pois não me arrependi!
Trata-se de um texto excelente! O autor consegue imprimir aquelas impressões, aqueles sentimentos que nós, meros mortais, não conseguimos expressar em palavras tão facilmente. Falar de constrangimentos, repulsas, remorsos, arrependimentos... não é para qualquer um!
Ao me deparar com um momento no qual a mulher desprezada é vista com outros olhos pelo sujeito que a desprezara outrora, imediatamente meu pensamento voou para algum filme assistido por mim dentro dos últimos dez anos. Era o filme "Os garotos da minha vida". O filme havia me marcado tanto que volta e meia lembrava dele assim, do nada! O motivo era a sensação que o diretor conseguiu imprimir em minha alma porque eu via a personagem como uma garota frágil e depois, quando mais amadurecida, vi uma mulher forte, que sabia o que queria.
Essas guinadas, que na verdade não são guinadas, são transformações que duram anos e calos, me fascinam. Uma mulher passa de "boboca" para "semi-deusa" pelo que vai construindo em sua vida, a partir da percepção real de quem são os homens e o mundo ao seu redor em geral.
No livro, pude revisitar esta sensação, com detalhes porque Henry James "desseca" a alma do sujeito esnobe.
Amei a leitura!
Henry James, minhas congratulações pela A Roda do Tempo!
Claire Scorzi, meus agradecimentos pelo vídeo que me fez ir atrás desta deliciosa escrita!